Olá, eu sou Leo Lopes e num oferecimento da Auphonic – seu piloto automático de áudio, está de volta o Pod Notícias, o podcast que traz até você um resumo de tudo o que acontece de mais importante no mercado de podcasts no Brasil e no mundo!
Hoje é segunda-feira, dia 19 de outubro de 2026, e esta é a nossa 40ª edição!
Caso você ainda não saiba, a partir de agora o Pod Notícias tem também uma Newsletter, enviada diretamente para o seu e-mail 3x por semana, sempre às 9 da manhã, pra você acompanhar de perto toda a movimentação do nosso mercado, que cresce a cada dia.
Na edição de segunda você recebe o resumo do episódio da semana com os links pra ouvir no seu agregador preferido, e na quarta e na sexta você recebe as principais notícias dos últimos dias, que não necessariamente vão entrar no podcast.
Então se você é ouvinte, podcaster, trabalha em produtora, agência ou representa alguma marca, ou atua em qualquer etapa da cadeia produtiva de podcasts, não deixe de assinar a nova Newsletter agora mesmo em podnoticias.com.br/newsletter!
- Pesquisa global da NielsenIQ encomendada pela Audible mostra o Brasil como líder em crescimento de consumo de áudio
A Audible encomendou à NielsenIQ um estudo global sobre consumo de áudio falado – o que inclui audiobook, podcast e série de áudio, roteirizada ou não -, ouvindo 18 mil pessoas em 11 países, e os resultados foram apresentados na Feira do Livro de Frankfurt. E olha que dado bom pra gente aqui: 34% dos entrevistados disseram ter ouvido mais áudio nos últimos 12 meses do que no ano anterior, e o Brasil lidera esse crescimento, com 46% dizendo que aumentaram o consumo, na frente até do México (44%), do Reino Unido (38%) e dos Estados Unidos (35%).
Mais da metade dos entrevistados (51%) disse que o áudio ajudou a substituir entretenimento de tela, e 47% atribuem a ele a redução do próprio tempo de rede social – ou seja, a gente não está só ganhando ouvintes novos, está roubando atenção de outros formatos, o que é uma vitória e tanto num mercado disputadíssimo.
Um dado que me deixou de orelha em pé foi o da inteligência artificial: 50% das pessoas se mostraram abertas a ouvir conteúdo narrado por IA, um número que varia de 42% na Alemanha até 66% no Japão.
Eu já comento direto por aqui que o brasileiro é um dos públicos mais fiéis ao áudio no mundo, e agora a gente tem um estudo global, encomendado por uma das maiores plataformas de audiolivro do planeta, confirmando isso com números. Fica difícil discordar quando o dado vem de fora e aponta exatamente na direção que a gente já percebia.
Fonte: Audible / NielsenIQ (press release via Podnews)
- Audiolivros do Spotify chegam ao Brasil com 12 horas mensais no Premium
Por falar em audiolivro, o Spotify começou a oferecer esse formato no Brasil desde quinta-feira (15), com mais de 6 mil títulos narrados em português já disponíveis no lançamento. Quem assina o Premium e se enquadra nas condições de elegibilidade ganha 12 horas mensais de audiolivro sem custo adicional, com o saldo se renovando todo mês, e quem passar do limite vai poder contratar mais tempo de audição. Tem também o Audiobooks+, uma assinatura dedicada só a audiolivros, mas até o anúncio a empresa não tinha divulgado o preço desse plano por aqui, então ainda não dá pra saber quanto vai custar – e tem uma terceira porta de entrada, que é a compra avulsa de título, essa sim aberta também pra quem usa o plano gratuito.
A chegada ao Brasil faz parte de uma expansão que deve levar o serviço, hoje em 22 mercados, a mais de 180 países até o fim do ano, alcançando mais de 750 milhões de pessoas, e, segundo a empresa, o número de ouvintes mensais de audiolivro cresceu 39% de 2025 pra 2026 no mundo todo.
Pra quem produz podcast, esse é mais um aviso de que o Spotify quer ser o único aplicativo de áudio que o seu ouvinte precisa abrir: quanto mais formato sonoro entrar dentro do mesmo app e da mesma assinatura, menos motivo ele vai ter pra sair dali – e isso inclui competir pela atenção que hoje é só nossa.
Fonte: CastNews
- Pesquisa mostra que político que vai a podcast sai ganhando – e isso vale pra qualquer partido
Com as eleições de meio de mandato chegando nos Estados Unidos, a Sounds Profitable publicou a parte do seu relatório anual The Podcast Landscape 2026 dedicada à política, ouvindo 5.473 adultos americanos – é a segunda vez que o estudo pergunta especificamente sobre esse tema. Hoje, 48% dos entrevistados acham apropriado um político aparecer num podcast, contra só 10% que acham inapropriado, e entre quem já consome esse tipo de conteúdo toda semana esse apoio sobe pra 74%.
Mais importante: entre os eleitores que provavelmente vão votar nas eleições de meio de mandato, uma aparição em podcast ajuda o político mais do que o dobro das vezes em que prejudica, e isso vale tanto pra republicano quanto pra democrata – 21% dos primeiros e 19% dos segundos dizem que ficariam mais propensos a votar num candidato depois de ouvi-lo num podcast, contra só 8% que diriam o contrário. O pesquisador Tom Webster, que assina o relatório, faz um alerta importante: a audiência de política em podcast, na verdade, caiu de 31% pra 27% dos consumidores mensais entre 2025 e 2026, então não dá pra falar em aumento de interesse só por causa da eleição – o que mudou mesmo foi a disposição de quem já ouve podcast regularmente, que ficou mais aberto a ver um político como convidado, enquanto quem nunca consumiu o formato ficou ainda mais resistente. E tem um detalhe que reforça isso: a diferença de opinião entre quem ouve podcast toda semana e quem nunca ouve, que já era de 29 pontos percentuais, subiu pra 38 pontos nessa edição do estudo.
Os números aí são todos americanos, pensados pras eleições de novembro nos Estados Unidos, mas o assunto chega bem na hora certa pra gente aqui no Brasil: faltam dez dias pro segundo turno das eleições de presidente e de governador em seis estados e no Distrito Federal, no domingo, 25 de outubro, e candidatos de todos os lados têm circulado por podcasts e videocasts às pencas nessa reta final de campanha. Não dá pra extrapolar o dado americano pro eleitor brasileiro, e também não é o nosso papel aqui dizer quem se beneficia mais disso ou não – mas fica a dica de sempre: ouça as entrevistas com senso crítico e confira as informações antes de decidir seu voto.
Fonte: Sounds Profitable
AINDA EM NOTÍCIAS DA SEMANA
- O Freakonomics Radio abriu a caixa-preta da economia do podcast, e o retrato não é bonito
Se tem um podcast que é referência de edição e de como costurar entrevista com análise e comentário, é o Freakonomics Radio. Na semana passada, o Stephen Dubner dedicou um episódio inteiro a responder uma pergunta que qualquer podcaster brasileiro também já se fez: se tanta gente aparece nos créditos de um podcast, quem é que paga essa conta? E o time de convidados que ele reuniu já avisa que o papo ia ficar tenso: Will Page, ex-economista-chefe do Spotify, Jeanine Wright, que já trabalhou na Inception Point AI, e Jenna Weiss-Berman, da Paper Kite Productions, que não fez cerimônia nenhuma e chamou a Inception Point AI de “capeta” ao vivo no episódio.
O retrato que o Dubner monta é bem mais duro do que a gente costuma admitir: a indústria global de podcast fatura algo perto de 9 bilhões de dólares por ano, o que é menos do que o mercado de boliche nos Estados Unidos, e segundo a própria Jenna, só cerca de 1% dos podcasts dá lucro de fato – e olha que nem esse número é garantido, porque, mais de vinte anos depois do primeiro podcast, ainda não existe um consenso sobre o que é, exatamente, uma impressão publicitária. O Will Page resume bem o paradoxo: sozinho, um podcast vale zero, mas ele é o que faz o ouvinte “estacionar o carro e entrar” numa plataforma de streaming, então o que vale de verdade é o fosso que ele ajuda a cavar em torno de um negócio de bilhões.
E é esse mesmo buraco de medição que abre espaço pra inteligência artificial entrar produzindo conteúdo em escala industrial a um dólar por episódio, o tal “podslop” que a gente já comentou por aqui e que é exatamente o modelo que fez a Inception Point AI virar sinônimo do problema, como você vai ver na próxima notícia. Acho que o episódio termina com a melhor síntese possível: cinco entrevistas bem costuradas, com ritmo e edição cuidadosa, são a prova viva de que nenhuma IA entregaria isso por um dólar, e quem trata o podcast como um programa de verdade, e não como um arquivo qualquer pra empilhar audiência, continua jogando em outro nível.
Fonte: CastNews
- De Inception Point AI a Liquid Studios: a empresa-símbolo do podcast feito por IA muda de nome e de estratégia
Falando nisso: a empresa que ficou conhecida como Inception Point AI, e que chegou a ter 15 mil programas e 300 mil episódios produzidos quase inteiramente por inteligência artificial, agora se chama Liquid Studios e quer deixar esse passado pra trás. Comandada pela CEO Jeanine Wright – a mesma que apareceu lá no episódio do Freakonomics -, a empresa lançou um novo site contando essa virada de estratégia e anunciou também um projeto-piloto de transformação de conteúdo em parceria com a Podnews: a partir de agora, a newsletter diária da Podnews vai ganhar uma versão em vídeo, produzida pela Liquid Studios, mas seguindo regras definidas pela própria Podnews – sem imagem gerada por IA, com a voz do editor de verdade e com revisão humana antes de qualquer publicação.
Essa mudança de posicionamento não é por acaso: a Inception Point AI foi, nos últimos tempos, um dos maiores símbolos do que o mercado andou chamando de “podslop”, esse tanto de conteúdo automático de baixíssimo custo inundando as plataformas. Agora a empresa diz que trabalha a partir de conteúdo que um humano já se deu ao trabalho de produzir, em vez de criar do zero com IA.
Pode ser só reposicionamento de marca depois da repercussão ruim que o modelo anterior teve, mas também pode ser um sinal de que até quem apostou todas as fichas na produção automática em massa está percebendo que esse caminho tem limites.
Fonte: Podnews
- Audioboom fecha seu melhor trimestre da história e já avisa: vem compra por aí
A Audioboom, uma das maiores hospedeiras e produtoras de podcast do mundo, divulgou os resultados do terceiro trimestre de 2026, e foi o melhor trimestre da história da empresa em praticamente todos os indicadores. A receita chegou a 23,8 milhões de dólares, um crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado; o lucro bruto subiu 30%, pra 5,6 milhões de dólares; e o Ebitda ajustado saltou 89%, pra 2,2 milhões de dólares. O Showcase, que é o marketplace de anúncios da própria empresa, cresceu 20% e já responde por 9,7 milhões de dólares da receita, enquanto a média mensal de downloads e visualizações de vídeo bateu 190 milhões, 47% a mais do que há um ano.
Mas o que me chamou mais atenção nem foi o resultado em si, e sim o que a empresa disse que pretende fazer com o caixa: com 6,7 milhões de dólares guardados e uma linha de crédito rotativo de 10 milhões de dólares disponível, a Audioboom afirma que quer liderar o que ela mesma chama de consolidação inevitável do mercado de podcast, com a meta de fechar entre três e quatro aquisições relevantes nos próximos anos.
Eu já comentei aqui outras vezes que esse mercado ainda é pequeno demais pra sustentar tanta gente sozinha, e quando uma empresa com caixa sobrando sai dizendo abertamente que quer comprar um concorrente, é sinal de que ela não está pensando nisso sozinha: é bem provável que outras estejam fazendo a mesma conta.
Fonte: Podnews
E MAIS
- O Ranking Castnews ganha duas fontes novas, e o topo da lista muda de cara
Toda vez que sai uma edição nova do Ranking Castnews, que é hoje o levantamento mais citado quando alguém quer saber quais são os podcasts mais ouvidos do Brasil, eu dou uma espiada boa. E a edição de setembro, publicada agora em outubro, trouxe uma mudança de metodologia que vale a pena você entender, porque ela muda o jeito como esse número vai ser calculado daqui pra frente. Desde que o Podtrac Country Ranking parou de ser publicado, em abril deste ano, a conta ficava dependendo de só duas fontes, Spotify e Apple Podcasts, o que deixava tudo frágil: se uma das duas falhasse num mês, metade da apuração ia pro vinagre.
Pois agora entraram Castbox e Pocket Casts no cálculo, só que com metade do peso das outras duas, porque elas têm uma base de ouvintes bem menor por aqui e, no caso do Pocket Casts, um público puxado mais pra tecnologia e cultura nerd, eu inclusive uso há quase uma década.
Com a mudança, o teto da pontuação subiu de 200 pra 300 pontos, e o topo da lista se movimentou de verdade: O Assunto, do G1, segue na liderança com 291 pontos, mas o Foro de Teresina, da Piauí, pulou do quinto pro segundo lugar, e o NerdCast, que lidera justamente no Pocket Casts, subiu pra quarta posição.
Eu acho essa correção muito bem-vinda, porque um ranking nacional que dependia de só duas fontes internacionais sempre deixou de fora um pedaço real da audiência brasileira, e quanto mais fontes entrarem nessa conta, mais a gente se aproxima de um número que representa de verdade quem a gente escuta por aqui.
Fonte: CastNews
- Pra geração Z, o clipe já é o podcast – e isso muda a forma de pensar descoberta de audiência
Durante o Podcast Movement 2026, o Steve Goldstein, fundador da Amplifi Media e que também dá aula sobre o negócio do podcast na NYU, levou três alunos da própria universidade pra um grupo focal ao vivo sobre como a geração Z descobre e consome podcast. E o retrato que saiu dali é bem diferente do que a gente, que cresceu ouvindo episódio inteiro, costuma imaginar. Um dos estudantes contou que já assistiu a podcasts inteiros só através de clipes, sem nunca abrir o episódio completo – o Goldstein batizou esse comportamento de “best-of-ing”. Outro disse que um clipe bom é o que faz ele ir atrás da página do programa e, só então, do episódio completo. Já uma terceira estudante defendeu que o contexto se perde demais num recorte curto.
Os três raramente usam os links que ficam na bio dos criadores; preferem simplesmente buscar o programa dentro do próprio aplicativo onde estão vendo o clipe – com uma exceção importante, que é o YouTube Shorts, que já linka direto pro episódio completo.
E o dado que eu acho mais importante pra quem produz: eles decidem nos primeiros trinta segundos se vão continuar ouvindo ou vendo. O Goldstein recomenda dar um propósito claro pra cada clipe e medir de verdade quantos deles levam o espectador até o episódio inteiro, em vez de tratar o clipe como só mais uma peça de divulgação solta. Isso é o tipo de dado que todo produtor de podcast no Brasil, inclusive eu mesmo, deve prestar mais atenção.
Fonte: RAIN News
- Pesquisa encomendada pela Wondery mostra que o fã confia no criador tanto quanto confia nos próprios amigos
Um levantamento que a Wondery encomendou à SmithGeiger, ouvindo 3 mil adultos americanos entre 18 e 64 anos que acompanham regularmente podcast ou série on-line apresentada por criador, trouxe um número e tanto: 81% dos entrevistados dizem confiar no criador favorito tanto quanto, ou mais do que, confiam nos próprios amigos próximos. E 89% confiam na experiência daquele apresentador sobre o assunto que ele trata.
A pesquisa também mostra como funciona a lógica da publicidade nesse formato: 71% dizem que uma presença constante do anunciante ao longo de vários episódios já soa como um endosso genuíno, e metade do público assume que, se o apresentador citou uma marca uma vez só e nunca mais voltou a falar dela, é porque ele não gostou do produto. Depois de uma parceria que dura vários episódios, 70% passam a confiar mais na marca e 67% dizem que ficam mais propensos a experimentar o produto. E tem mais: clipes de trecho do episódio se mostraram quase duas vezes mais eficazes do que o boca a boca pra trazer gente nova pro programa, com 95% dos fãs que já acompanham o criador dizendo que tomaram alguma atitude depois de ver um desses clipes circulando por aí.
Isso confirma uma coisa que eu já bato na tecla aqui há tempos: a vantagem competitiva do podcast nunca foi o alcance, foi sempre a confiança – e esse tipo de dado é um argumento e tanto pra quem vende anúncio no formato continuar defendendo o preço.
Fonte: Podnews (press release)
HOJE NO GIRO SOBRE PESSOAS QUE FAZEM A MÍDIA
- abPod abre nova campanha de associados em 10 de novembro, com quatro categorias e filiação gratuita para ouvintes e independentes
A Associação Brasileira de Podcasters, a abPod, vai abrir no dia 10 de novembro as inscrições da sua nova campanha de associados. O anúncio foi feito na terça-feira, dia 13 de outubro, durante a primeira live da entidade com os seus associados, uma entrevista com o presidente da associação, Samuel Leite, conduzida pelo podcaster Alexandre Gonçalves, fundador da produtora Gramophone. A campanha marca uma nova fase pra abPod, que acabou de completar 20 anos de trajetória, e tem um detalhe que vale a pena você saber: desde 2023 a associação é uma entidade formalmente constituída, com CNPJ próprio, e por isso está reorganizando a sua base de associados dentro das regras da LGPD. Ou seja, quem já tinha se cadastrado em anos anteriores também vai precisar fazer o cadastro de novo.
As inscrições vão ser divididas em quatro categorias. A Individual é pra ouvintes, podcasters independentes e quem está começando o seu projeto, e nesta largada vai ser gratuita. A de Estúdio e produtora é pra MEIs e pequenas estruturas que produzem, gravam ou editam podcasts. A de Empresa do setor é pra produtoras, redes, plataformas de hospedagem, agências e fabricantes de equipamentos, como microfones e câmeras. E a de Mantenedor é pra plataformas, marcas e grupos de comunicação que queiram sustentar os projetos da abPod, como a PodPesquisa. A lógica, segundo o Samuel, é que a contribuição venha de quem ganha dinheiro com o podcast, e não de quem está na base. Hoje os custos da associação são bancados pela própria diretoria, formada por voluntários, e os recursos arrecadados vão ser aplicados em eventos e entregas pros associados, sempre de forma transparente e conforme o estatuto. A expectativa é que o primeiro grande evento da abPod aconteça em 2027, possivelmente junto com o lançamento da próxima edição da PodPesquisa.
Na mesma conversa, o Samuel fez um balanço do mercado que, na minha opinião, explica bem por que essa reorganização importa. Pra ele, o podcast brasileiro amadureceu em audiência e em produção, mas ainda não encontrou um modelo de negócio sustentável, e os dados da última PodPesquisa mostram que só 18% dos produtores conseguem algum tipo de patrocínio, geralmente pontual e ligado a relacionamento. O caminho mais consistente hoje, segundo ele, é a receita indireta: o podcast como construção de marca pessoal e porta de entrada pra consultoria, curso, evento ou novos clientes, que é exatamente o meu caso com a Rádiofobia Podcast e Multimídia.
Sobre inteligência artificial, a posição dele é usar a tecnologia como ferramenta de produção, na edição, nas legendas e na limpeza de áudio, e não como substituta da voz de quem produz.
O pré-cadastro já está aberto em abpod.org.br/associe-se, e quem se cadastrar agora recebe o contato da associação no dia 10, antes da divulgação nas redes.
Uma abPod forte, capaz de produzir dados e de juntar todo o nosso ecossistema, é exatamente o que nosso mercado precisa pra seguir crescendo e um dia ter aqui no Brasil os mesmos resultados que já tem no exterior.
Fonte: abPod
- Joe Rogan renova com o Spotify, em acordo estimado em US$ 250 milhões
O Joe Rogan renovou o seu acordo de exclusividade com o Spotify por mais alguns anos, e embora nenhuma das duas partes tenha revelado os valores oficialmente, o Wall Street Journal apurou que o acordo gira em torno de 250 milhões de dólares. A última renovação tinha sido em fevereiro de 2024, quando o programa voltou a ter o feed em RSS aberto, passou a ficar disponível também no YouTube e, de quebra, começou a incluir anúncios no meio do episódio, os midrolls – e, segundo uma fonte com acesso aos números do Rogan e à receita publicitária que ele atrai, os episódios recentes estão vindo com 15 anúncios cada, uma carga de 8%.
Vale lembrar que esse já não é o primeiro contrato bilionário entre os dois: o acordo original, de 2020, já tinha sido avaliado em cerca de 100 milhões de dólares, e isso antes de o Joe Rogan Experience se tornar o fenômeno que é hoje. Então essa renovação mostra que, mesmo com toda a concorrência de vídeo, newsletter e rede social disputando a atenção dos criadores, o Spotify ainda está disposto a pagar uma fortuna pra manter o maior nome do podcast debaixo do próprio teto. É o tipo de notícia que lembra todo mundo: enquanto a gente discute se o podcast virou vídeo, se virou áudio ou se virou rede social, o dinheiro grande de verdade continua indo pra quem já provou que segura audiência.
Fonte: Hollywood Reporter
SOBRE LANÇAMENTOS
- Simonal: O Podcast, a série de Ricardo Alexandre que abre caminho pro relançamento da biografia de Wilson Simonal
Se você gosta de música brasileira e de uma boa história de bastidores, anota essa dica aqui: o jornalista Ricardo Alexandre, criador do Discoteca Básica e que inclusive já foi meu convidado no Rádiofobia, lançou “Simonal: O Podcast”, uma série de cinco episódios feita pra acompanhar o relançamento de “Nem vem que não tem: A Vida e o Veneno de Wilson Simonal”. É a biografia que ele escreveu e que ganhou o Prêmio Jabuti de 2010 como melhor biografia, mas que estava fora de catálogo havia cinco anos. A nova edição, revista, ampliada e atualizada, sai pela Arquipélago Editorial e chega às livrarias em novembro, mas já está em pré-venda, com exemplares autografados, no site simonalolivro.com.br.
No podcast, o Ricardo conta como chegou ao Simonal, primeiro como fã de música, depois como pesquisador e, por fim, como biógrafo, numa época em que o cantor estava praticamente esquecido. E o grande atrativo da série são os trechos inéditos das entrevistas que ele gravou entre 2003 e 2009 com nomes como Chico Anysio, Cesar Camargo Mariano, André Midani e Luiz Carlos Miele, misturados com leituras do próprio livro. O trailer saiu no dia 13 de outubro, e o primeiro episódio, “Quem é Wilson Simonal”, com quase 40 minutos, foi ao ar no dia 14. Os próximos saem sempre às quartas-feiras, às 8h. A produção é da Tudo Certo Conteúdo Editorial e a publicação é da Parasol Storytelling.
Eu acho muito bacana ver um podcast sendo usado desse jeito: não como anúncio do livro, mas como uma extensão dele, que dá vontade de ler justamente porque expande o que você encontra nas páginas.
Fonte: Acast
Ouça no Spotify: Simonal: O Podcast
Este episódio conta com o apoio da Auphonic.
Todo podcaster já passou por aquela gravação em que praticamente tudo dá errado, né? Uma voz mais alta, outra mais baixa, eco da sala, chiado de fundo, “éééé”, pigarro e aquelas pausas longas que parecem não acabar nunca. Soa familiar?
É aí que entra a Auphonic, o seu piloto automático de áudio, que já ajuda mais de 2 milhões de pessoas no mundo inteiro. Ela não só melhora o seu áudio, ela salva a sua gravação, resolvendo problema por problema.
O nivelamento adaptativo equilibra todas as vozes. A redução de ruído e de reverberação dá um jeito na acústica da sua sala. A equalização automática molda o seu som, os vícios de linguagem e os silêncios são cortados automaticamente, e a meta de loudness definida com um clique deixa o episódio pronto pra qualquer plataforma. Tudo isso funciona tanto pra áudio quanto pra vídeo.
E não para por aí. Reconhecimento de voz e transcrição, edição multipistas e legendas automáticas estão disponíveis em todos os planos, inclusive no gratuito. Ele te dá 2 horas de tratamento de áudio por mês, sem restringir nenhuma função.
Da gravação bagunçada ao episódio com qualidade de estúdio, com um clique.
Mas não acredite em mim! Acesse agora auphonic.com, crie sua conta gratuita ou use o cupom OLABRASIL para garantir 15% DE DESCONTO NA SUA ASSINATURA (limitado aos 100 primeiros usuários) e ouça você mesmo a diferença em poucos minutos!
O Pod Notícias também conta com o apoio da HostGator, um dos melhores serviços de hospedagem do mundo, onde nós hospedamos o nosso site e que dá para o nosso ouvinte até 83% de desconto em planos de hospedagem, além de contar gratuitamente com a rede global da CDN Cloudflare, que tem benefícios insuperáveis e podem ser ativados em um clique em todos os planos. Garanta já seu desconto acessando podnoticias.com.br e clicando no banner que fica no rodapé da página ou em qualquer postagem individual.
Se você, assim como a HostGator e a Content Academy, quiser anunciar a sua marca, produto ou serviço com a gente aqui no Pod Notícias – tanto no podcast como no nosso site – e atingir um público qualificado que se interessa pelo podcast aqui no Brasil, manda um e-mail pro contato@podnoticias.com.br, que nós vamos ter o maior prazer em conversar com você sobre as nossas opções de publicidade. E caso você queira colaborar com o Pod Notícias com texto, sugestão de pauta ou envio de notícias, também vai ser muito bem-vindo e pode fazer isso através do mesmo e-mail.
E assim a gente fecha esta 40ª edição do Pod Notícias. Acesse podnoticias.com.br pra ter acesso à transcrição e os links das fontes de todas as notícias deste episódio, e assinar a nossa nova newsletter, entregue toda segunda, quarte e sexta às 9 da manhã direto no seu e-mail!
Acompanhe o Pod Notícias diariamente no Instagram em @pod.noticias e ouça o Pod Notícias no seu agregador de podcast preferido.
O Pod Notícias é um podcast original da Rádiofobia Podcast e Multimídia produzido por mim, Leo Lopes, e publicado pela Rádiofobia Podcast Network, que conta com a colaboração de Camila Nogueira na arte.
Obrigado pela sua audiência e até o próximo episódio!
Ouça o Pod Notícias nos principais agregadores:
– Spotify
– Apple Podcasts
– Deezer
– Amazon Music
– PocketCasts
Publicidade:
Entre em contato e saiba como anunciar sua marca, produto ou serviço no Pod Notícias.
